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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Própolis Verde - Estudo mostra o potencial...

Estudo mostra o potencial da própolis verde de Minas Gerais


Brasília, 9/1/2003 (Agência Brasil - ABr) - As abelhas produzem muito mais do que o mel e guardam ainda muitos segredos. Apesar de alguns de seus produtos, como a própolis, terem sido empregados pela medicina popular no Egito Antigo e muitas de suas qualidades aproveitadas desde os tempos mais remotos da civilização grega, ainda há muito a ser descoberto.


Dependendo da origem, a própolis contém mais de 400 substâncias químicas, com funções ainda desconhecidas na fisiologia humana, segundo os especialistas. A palavra própolis, em sua origem grega, diz tudo: é a combinação de pro (defesa) e polis (cidade). Afinal, a substância resinosa é utilizada na colméia para vedar frestas, o que garante a proteção contra microorganismos. Alguns insetos invasores, como outras abelhas e besouros, quando mortos, também são recobertos com a própolis, para deixar imune a colméia.


Em Minas Gerais, uma pesquisa sobre própolis verde, conduzida pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), revela que as abelhas reconhecem, instintivamente, a propriedade de algumas plantas, que ajudam na proteção da colméia e que podem também ser bastante úteis para o homem, inclusive no combate a doenças. A composição química da própolis se diferencia conforme a vegetação e o clima de cada região, sendo que, em Minas Gerais, as mais comuns têm coloração verde, preta e marrom.


A própolis nacional tem excelente qualidade por causa do clima e da flora e é reconhecida como o mais eficiente medicamento natural já descoberto no Ocidente. Como as abelhas não gostam de trabalhar no inverno, elas preferem climas tropicais como o do Brasil e o da Nova Zelândia. Assim, esses países ocupam as principais posições no mundo no roteiro de produção da própolis. Como existem vários tipos de própolis, ela precisa ser mais pesquisada pelos cientistas brasileiros, para que o país aproveite os seus recursos naturais e detenha conhecimentos para a produção de remédios, além de tecnologia para outras aplicações.


A pesquisa sobre a origem botânica da própolis verde produzida em Minas Gerais foi iniciada em 1996 e concluída após dois anos, tendo à frente a bióloga Esther Margarida Bastos, da Funed. A descoberta mais importante do trabalho foi apontar a família da planta que serve de base à produção da própolis verde. As abelhas utilizam-se da planta conhecida popularmente por alecrim do campo, ou ainda, por vassourinha, por se prestar à produção de vassouras no interior do estado.


Segundo a bióloga, a própolis verde é desenvolvida por abelhas africanas (Apis mellifera) em regiões de cerrado, no Sul de Minas, na Zona da Mata e em áreas antrópicas do estado, isso é, em que o homem alterou profundamente o meio ambiente, pela ocupação e o reflorestamento. Em outras palavras, é produzida em grande quantidade em Minas Gerais, pela abundância da espécie fornecedora de resina (Baccharis dracunculifolia), sendo uma espécie tipicamente nacional, não adequada a outros países. O alecrim nasce e se desenvolve facilmente, tanto em áreas plantadas como em espaços abandonados, podendo ser utilizado na recuperação de áreas degradadas.


Para observar o comportamento das abelhas, Esther Bastos instalou colméias nos municípios de Matozinhos, de Cachoeira da Prata e de Prudente de Morais, todos em áreas de cerrado, e ainda em Itabira e Barão de Cocais, com áreas consideradas antrópicas. Nesses locais, recolheu amostras de própolis uma vez por mês ao longo da pesquisa. Além disso, promoveu a coleta do material botânico em um raio de três quilômetros ao redor das colméias, onde as abelhas realizam seu trabalho. Também foram recolhidos pólen das flores e diretamente das cargas transportadas pelas abelhas, que utilizam sua última pata, denominada corbículo, mais dilatada e em forma de colher, para realizar a operação. Todo o material foi submetido à análise no laboratório de Microscopia e Palinologia (estudo de grãos de pólen) da Funed.

"As abelhas retiram o néctar das flores para fazer o mel, recolhem o pólen para alimentar larvas no interior da colméia e aproveitam ainda as substâncias resinosas secretadas pelas plantas para fazer a própolis", explica a bióloga. Os procedimentos permitiram a comparação entre a composição da própolis verde e o universo botânico existente nas regiões.

Nas análises microscópicas da própolis verde sempre foi encontrado, embora em pequena quantidade, o grão de pólen da espécie Baccharis dracunculifolia (alecrim do campo), tendo sido utilizado como um indicador para a determinação de sua origem botânica. Além do pólen, foram encontrados nas amostras, em grande quantidade, fragmentos vegetais dessa mesma planta, como pedaços de ápices foliares e caulinárias.

Ao observar a composição dos diferentes pontos do alecrim do campo, por meio da técnica de cortes histológicos (anatomia vegetal), e comparar o material com os fragmentos vegetais encontrados na própolis, a pesquisadora identificou, em definitivo, o alecrim como a principal fonte dessa própolis mineira, estando presente em mais de 90% dos fragmentos vegetais. A equipe aproveitou também para empregar a mesma técnica em outras três plantas da mesma família Asteraceae, entre elas o assapeixe (Vermonia polyanthes) e o Eupatorium sp, além de em outra espécie do gênero Baccharis.

O ciclo da pesquisa abrangeu ainda o estudo da composição química das resinas do alecrim do campo, com a realização de testes histoquímicos, ou seja, a análise dos tecidos das plantas. A análise confirmou pesquisas japonesas, que mostraram que as resinas têm baixo teor de flovonóide e alto teor de terpenóides, agentes químicos com ação antiinflamatória. Por outro lado, foi feita a microscopia eletrônica de varredura da planta e dos fragmentos encontrados na própolis, ainda para confirmação da origem.

Atualmente, o Japão e outros países da Ásia adquirem quase toda a produção bruta de própolis do Brasil, além de extratos alcoólicos e glicólicos. A exportação é feita a partir de grandes entrepostos em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O interesse do mercado japonês pela própolis nacional, especialmente a verde, cresceu em meados dos anos 90, como resultado das pesquisas desenvolvidas pelos laboratórios de empresas naquele país, interessadas em estudar os componentes químicos do produto. Acostumado a comercializar basicamente mel, o apicultor mineiro encontrou na própolis, justamente algo que era praticamente jogado fora, mais uma importante fonte de receita em sua atividade. A forte demanda levou ao surgimento de um coletor inteligente, que facilitou o trabalho dos apicultores. E também chamou a atenção de Esther Bastos, que se interessou em levar à frente a pesquisa sobre o assunto.

Antes disso, porém, pesquisadores japoneses e paulistas estudaram em laboratório a própolis verde pela técnica de fracionamento químico, o que ocorreu em laboratórios de empresas no Japão e, no caso do Brasil, nas universidade de São Paulo (USP), na Bandeirantes (Uniban) e de Campinas (Unicamp). No entanto, essa técnica tem as suas limitações, já que permite comprovar apenas as famílias botânicas das plantas e a composição química dos agentes e não identificar as suas espécies.

A pesquisa de Esther Bastos procurou esgotar o assunto, compreendendo desde pesquisa de campo até análises em laboratório. Apesar dos japoneses já terem patenteado dois componentes químicos da própolis verde (ácidos), a pesquisadora quer patentear o seu processo de pesquisa, inovador e mais abrangente do que o realizado em outros países, além de prosseguir nas pesquisas com as própolis preta, amarela e marrom de Minas Gerais.

No Brasil, a própolis é conhecida popularmente como antibiótico natural para curar gripes, dores de garganta, conjuntivites, cicatrizes e outros males.

Além do mel, as abelhas produzem, a partir da flora, o pólen, a cera, a apitoxina (veneno das abelhas), ainda a geléia real, destinada a alimentar a rainha mãe, e a própolis, que consiste em uma mistura de cera e resinas e tem grande variedade de cor e consistência. As pessoas devem utilizar a própolis com moderação, ou seja, apenas quando têm problemas, já que se trata de um antibiótico natural, segundo Esther Bastos.

Em toda a Ásia, especialmente no Japão, a própolis conquistou um status maior, provavelmente como parte da milenar tradição de privilegiar alimentos e remédios naturais. Lá, a própolis é empregada no desenvolvimento de medicamentos protetores do fígado (hepatoprotetores) ou para a inibição de tumores cancerígenos. Além disso, a população é estimulada a consumir suco de laranja e outras bebidas com uma pequena porção de própolis, como um elixir da saúde. O produto também encontrou aplicação em outras áreas, como a cosmética, em uma completa linha de produtos, desde loções tônicas para a limpeza da pele até sabonetes capazes de combater acnes. A própolis revelou-se também um poderoso conservante de alimentos, incluindo peixes, fundamental na dieta japonesa. (Minas faz Ciência)

UJ
Fonte: http://www.saudeesportiva.com.br/mel.php

10 comentários:

  1. EM GERAL NAO GOSTO DE PROPOLIS MAS ESTE PROPOLIS VERDE E TUDO DE BOM

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  2. Olá Sabrina, obrigada pela visita e pelo comentário!
    abs

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  3. Parabéns pela linda matéria s.a propolis verde!
    www.recantodasletras.com.br/autores/antonibigcuore

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  4. Parabéns pela matéria publicada s.própolis verde.Acrescente-se que a propolis contém a mesma substancia do vinho tinto.Flavonoides!

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  5. Obrigada!
    Pois é... Encontramos flavonoides em outros vegetais tbém. Além da uva,temos no cacau, chá verde, tomate, maça, morango, brócolis, etc, etc
    São as maravilhas da natuza ao nosso dispor!

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  6. Quando se toma o própolis verde, necessariamente tem q ser em jejum?

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    1. Olá Miriam, não precisa ser em jejum não...

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  7. Parabéns pela matéria...precisamos mesmo divulgar esta maravilha q Deus nos deu...Sou um pequeno produtor desta maravilha(Própolis Verde),entusiasmado com esta planta,resolvemos fazer um plantio...tá ficando um encanto...se alguém tiver uma técnica p este plantio,por gentileza faça contato(apiscampestre@gmail.com)Obrigado!

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Tomei conhecimento no meio televisivo e desejo obter a informação de onde encontrar o propolis verde em Recife/PE

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