segunda-feira, 4 de maio de 2009

Própolis - Estudo Científico Artepillin C Anti-tumoral

Recentemente, com a observação do alcance dos limites da medicina ocidental – e em concordância com esta, a expectativa na medicina oriental e na medicina popular têm aumentado. O própolis – que tem sido usado como remédio popular desde remotos tempos na Europa, está despertando grande interesse.

Das já descobertas e reportadas substâncias bioativas na própolis, e dos resultados esclarecidos nas nossas pesquisas feitas até o momento sobre a atividade do macrófago e a ação bactericida, e nesta oportunidade limitando o foco no efeito anti-tumor, após análise do resultado de repetidos exames, obtivemos sucesso no isolamento da substancia - Artepillin C. Esta substância, além de possuir a capacidade de estimular a ação do macrófago, de sua ação bactericida, tem uma elevada capacidade de eliminar diversos tipos de células tumorais de culturas “in vitro” e células cancerígenas transplantadas em camundongos.

O Artepillin C utilizado nesta experiência provém do extrato alcoólico de própolis brasileira.
Inicialmente, por ser insolúvel em água, adicionamos o Artepillin C dissolvido em etanol na solução de cultura mas, depois, desenvolvemos também um método para obter a solução aquosa que usamos atualmente.


1. Efeito inibidor do Artepillin C na multiplicação das células tumorais

Primeiro, como experimento fundamental, o Artepillin C foi adicionado nas células cancerígenas em cultura. Examinamos os efeitos desta ação.As células cancerosas preparadas foram:

1. Células de tumores malignos de origem humana (6 tipos: de câncer de pulmão; de câncer de estomago; de câncer de células do fígado);
2. Células de origem humana de leucemia e linfoma (4 tipos: de leucemia linfóide; de leucemia mielóide; de leucemia mielomonocitica);
3. Células originárias de ratazana (célula de cancer do fígado);
4. Células originárias de camundongo (3 tipos: de câncer de intestino; de melanoma maligno; de tumor maligno de fibroblasto) ;
5. Células normais (fibroblastos originários de camundongos).

Como resultado - Na maioria dos tumores acima mencionados foi demonstrada surpreendente ação inibidora na multiplicação de células tumorais com a aplicação de 10 a 100µg de Artepillin C. Na maioria dos casos, de 3 a 4 dias após a aplicação, as células tumorais foram extintas.

Entretanto, mesmo reconhecendo que o efeito de eliminação das células tumorais tenha sido surpreendente, este efeito poderia causar danos também nas células sadias, e na prática não poderíamos utilizá-lo no corpo humano. Então, realizamos um teste comparativo para observar a influência do Artepillin C em células sadias, e como resultado observamos que quanto menor o ciclo da célula, maior é o efeito de eliminação de células.

Comparadas com células normais, as células tumorais que sofreram mutações têm como característica terem ciclos de multiplicação extremamente rápidos. Além disto, multiplicam-se indefinidamente. O Artepillin-C seletivamente elimina (ataque seletivo) células que repetidamente multiplicam-se em um curto período de tempo.

Para elucidar a razão desta seletividade, medimos a influencia que o Artepillin-C causa na obstrução da síntese do DNA que ocorre na divisão das células. Nas células tumorais que se multiplicam de forma surpreendentemente rápida, ficou claro que a síntese do DNA era obstruída.

Para exemplificar: a obstrução da síntese do DNA nas células de leucemia de origem humana, na concentração de 100µg/ml foi notável, mas foi ainda mais notável nas células de melanoma maligno de origem do camundongo. Ao passo que, nos fibroblastos normais, em células envelhecidas e em células onde a síntese era estacionária, a obstrução da síntese do DNA foi menor.

Estes fatos nos contam da possibilidade do Artepillin-C danificar menos as células normais (células em cultura), pois estas multiplicam-se em uma velocidade menor que as células cancerígenas. Ao passo que no caso de células de tumores malignos, que progridem com rapidez e têm facilidade de se espalhar, o Artepillin-C demostra um notável efeito de inibição, proporcional à rapidez de seus ciclos.


2. Experimento de controle de multiplicação do cancer em camundongos

Em paralelo aos experimentos acima realizados neste laboratório, realizamos o transplante de células tumorais em camundongos adultos. Para os transplantes foram utilizados: - células de origem humana, células de câncer de figado; de câncer de estomago; de câncer de pulmão; - e células de origem de camundongos - de câncer de colon; - e células de origem de ratazanas - de câncer de fígado.

Entre os camundongos que receberam transplantes, um grupo não recebeu Artepillin C. O outro, recebeu injeções de Artepillin C de 500µg em cada um, com um dia de intervalo, e observamos o andamento.

Nos camundongos do grupo que não receberam Artepillin C, as células tumorais multiplicaram-se formando uma protuberância, enquanto nos camundongos do grupo que receberia injeções de Artepillin C, o tumor se dividiu em pequenas protuberancias e não apresentou crescimento.

Nos camundongos que receberam a injeção de Artepillin-C durante o crescimento do tumor, o tumor após um certo tempo sofre necrose e cai.


3. O fenômeno da restauração da seção danificada

Há mais um ponto importante a enfatizar: no grupo que por um longo período recebeu injeções de Artepillin C, os linfócitos infiltram-se ao redor das células tumorais, e a envolvem com o colágeno da matriz extracelular, avançando na restauração da seção danificada pelo câncer (restauração da ferida).

Comprova-se que dependendo da dosagem, o Artepillin C, promovendo a multiplicação do colágeno, isola a célula tumoral em uma ilha de colágeno, impedindo sua multiplicação. Como resultado, é demonstrado que o organismo pode por um longo período conviver com o câncer.

Desta forma, aceitando o fato que o Artepillin C eliminou as células de câncer seletivamente, sem efeitos colaterais, e promoveu a restauração e isolamento das seções danificadas pelas células tumorais, aceitando os diversos efeitos anti-cancer confirmados, nós continuaremos através de vários outros ângulos, desenvolver e pesquisar em profundidade o Artepillin C.

Por Tetsuo Kimoto
1945 – Graduou-se pela Universidade de Okayama, Faculdade de Medicina
1954 – Obtenção do Título de Doutoramento de Medicina
1958 – De assistente torna-se palestrante do Departamento de Medicina da Universidade de Okayama
1962 a 1965 – Bolsa de estudos nos Estados Unidos (Laboratório do Rosewell Park Memorial ) Ao retornar assumiu a cadeira de professor assistente da Universidade de Okayama , Faculdade de Medicina.
1972 – Professor assistente da Universidade de Kawasaki, Faculdade de Medicina
1976 – Diretor do Centro de Cultura Organizada do Sistema Imunológico da Universidade de Kawasaki
1990 – Nomeado professor honorário da Universidade de Kawasaki, Faculdade de Medicina. Professor da Universidade de Profissionalização em Assistência Médica. Professor da Universidade de Profissionalização em Previdência Social e Assistência Médica.
1995 – Atualmente exerce a função de conselheiro da empresa Laboratório de Bioquímica Hayashibara S.A.

Fonte: Artigo publicado na revista “Própolis Kenkou Tokuhon 1” da série “Ciencia da Saúde” volume 3, da Editora Touyou Igakusha, páginas 45~48 – Impresso em 1º de Dezembro de 2001.

Link: http://www.bioessens.com/atividade_antitumor.htm

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