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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Fibromialgia X Suplementos Nutricionais

(Experiência pessoal do médico americano Dr. Ray D. Strand, a respeito da cura de sua esposa)

"Eu já não sabia quanto de frustração ainda seria capaz de tolerar com a saúde declinante de minha esposa. Eu não era apenas mais um marido preocupado: era um médico. E, sendo médico por mais de 30 anos, eu estava habituado a ter respostas para questões médicas. Após graduar-me na Faculdade de Medicina da Universidade de Colorado e ter feito um trabalho de pós graduação no Mercy Hospital de San Diego, estabeleci um bem-sucedido consultório familiar em uma cidadezinha no oeste da Dakota do Sul. Nesse período, conheci Liz e nos casamos. Ela tinha alguns problemas de saúde, mas supunha honestamente que sua saúde melhoraria caso se casasse com um médico. Nunca esteve mais enganada!
Em pouco tempo, nossa família passou a incluir três filhos abaixo dos 4 anos, e a atarefada Liz foi ficando cada vez mais esgotada. Toda mãe de filhos pequenos se cansa, mas Liz parecia incomumente fatigada. Embora tivesse apenas 30 anos, disse-me que sentia ter 60.
Conforme os anos se passaram, ela desenvolveu mais sintomas e problemas de saúde, que requeriam medicações diversas. Por volta de nosso décimo aniversário de casamento, Liz estava tão cansada que passava a maior parte do tempo lutando para colocar um pé adiante do outro. Ela sofria dores corporais contínuas, uma fadiga avassaladora, alergias horríveis e infecções recorrentes dos pulmões e dos seios da face.
Finalmente, após testes e avaliações, os médicos diagnosticaram o problema de Liz como sendo fibromialgia. Esta condição médica envolve diversos sintomas – os piores sendo a dor crônica e a fadiga.
Em anos passados a fibromialgia foi chamada de “Reumatismo psicossomático”, e os médicos acreditavam que a doença existia apenas na cabeça do paciente. Desde então, aprendemos que a fibromialgia é uma doença real e lastimável – algo que posso confirmar após ter visto o sofrimento de minha esposa.
Liz estava disposta a tentar de tudo para continuar dando curso a sua paixão: treinar e montar cavalos de corrida. Mas chegou um momento em que sua dor e fadiga impediam qualquer trabalho com seus amados animais. Ela ficou tão gravemente cansada que não conseguia ficar desperta muito além das 8 da noite, e esfalfava-se por manter-se em dia com a rotina doméstica. Como a fibromialgia não tem cura, tudo o que pude fazer para minimizar os sintomas de Liz foi carregá-la de medicamentos. Eu a fiz tomar amitriptilina à noite para dormir, antiinflamatórios para dor, relaxantes musculares, inaladores para asma e febre do feno, seldane para alergias e até mesmo injeções antialérgicas semanais. Apesar de meus esforços e de toda essa medicação, sua saúde piorava ano após ano.
Em janeiro de 1995, Liz e eu concluímos que uma quantidade maior de exercícios seria melhor para nós dois. Estávamos com uns quilos a mais e tomamos a resolução de Ano Novo de voltar à forma. Liz tentou, mas perdia mais exercícios do que fazia. Uma infecção após outra a acometia e a deixava sob antibióticos quase o tempo todo.
Em março, ela contraiu uma grave pneumonia. Ela tinha dificuldades para respirar, pois um lobo de seus pulmões fora totalmente tomado pela infecção e cerrara-se. O médico que cuidava de seus pulmões tinha grandes receios de que estes não se recuperassem, podendo exigir, até mesmo, cirurgia e remoção. Consultamos um especialista em doenças infecciosas, que submeteu Liz a antibióticos intravenosos, esteróides e tratamentos com nebulizador. Felizmente, dois meses mais tarde a pneumonia desapareceu. Sua tosse, contudo, persistiu, e ela continuou submetida a medicamentos intensos durante meses.
Mais preocupante era sua fadiga, que se mostrava pior do que nunca. Liz só saía da cama, em média, duas horas por dia. Sua asma e suas alergias agravavam-se, e só com boa sorte ela conseguia caminhar até o galpão para ver seus cavalos. Liz estava tão doente que as crianças faltavam em turnos à escola para tomar conta dela. Constantemente de cama, ela se sentia muito fraca, mesmo para ver TV ou ler algo. Isso prosseguiu mês após mês. Embora mantivesse exteriormente um aspecto profissional, em meu íntimo eu estava ficando desesperado.
Visitei diversas vezes o pulmonologista e o especialista em doenças infecciosas. Eles me asseguraram que vinham fazendo todo o possível, dado o diagnóstico de Liz. Quando perguntei quanto tempo levaria para que ela se recuperasse, a resposta foi que de seis a nove meses – ou talvez nunca.
Mais ou menos por essa época, uma amiga da família comentou com Liz que seu marido também tivera pneumonia e sofrera com uma grande fadiga durante a convalescença. Ele tomou certos suplementos nutricionais, e estes o ajudaram a recuperar as forças. Liz e sua amiga sabiam de minha atitude negativa com relação a suplementos nutricionais, então Liz tinha ciência de que precisaria de minha aprovação antes de experimentá-los. Quando me abordou, até eu fiquei surpreso com minha resposta: “Querida, pode tentar o que quiser. Nós, médicos, não estamos lhe fazendo nenhum bem.” Para ser sincero, eu não sabia quase nada sobre nutrição ou suplementação nutricional. Na faculdade de medicina não tinha recebido quase nenhuma instrução sobre o assunto. E não estava sozinho. Apenas 6% dos médicos formando-se atualmente nos Estados Unidos têm algum treinamento em nutrição. Os estudantes de medicina podem fazer cursos opcionais sobre o tema, mas poucos efetivamente os fazem. Como observei na Introdução, a educação da maioria dos médicos é concentrada em doenças, com uma grande ênfase em produtos farmacêuticos – aprendemos sobre remédios e sobre por que e quando usá-los.
Em função do respeito que têm pelos médicos, as pessoas presumem que somos especialistas em todos os problemas relacionados à saúde, incluindo nutrição e vitaminas. Antes de minha experiência de conversão com a medicina nutricional, meus pacientes perguntavam-me com freqüência se eu achava que tomar vitaminas trazia algum benefício à saúde. Eles levavam seus frascos de suplementos ao consultório e me faziam examiná-los. Eu franzia o cenho e, com minha expressão profissional mais astuta, examinava cuidadosamente os rótulos. Devolvendo os frascos, respondia que aquela droga não servia para nada.
Meus motivos eram bons: eu não queria que as pessoas desperdiçassem seu dinheiro. Eu acreditava realmente que aqueles pacientes não precisavam de suplementos e podiam obter todas as vitaminas de que precisavam com uma boa dieta. Afinal de contas, é isso o que aprendi na faculdade de medicina. Eu podia até citar algumas pesquisas que apontavam o perigo potencial de certos suplementos. O que não dizia a meus pacientes é que eu não tinha passado um minuto sequer avaliando as centenas de estudos científicos que provavam o valor da suplementação para a saúde.
Mas o que fazer com minha esposa doente? Eu podia bancar o mágico profissional no consultório, mas, em casa, era apenas outro marido desamparado, vendo a esposa fenecer. Eu realmente não tinha escolha, e por isto disse a Liz: “Vá em frente, experimente as vitaminas. O que você tem a perder?”
No dia seguinte, sua amiga nos trouxe uma série de suplementos vitamínicos – carregados em antioxidantes: nutrientes como vitamina E, vitamina C e betacaroteno, que protegiam o corpo contra os efeitos nocivos da oxidação. Liz os engoliu com avidez, e emborcou ainda dois copos de líquidos para a saúde. Para meu espanto, em três dias ela se sentia visivelmente melhor. Fiquei feliz por ela, mas confuso. Conforme os dias seguintes transcorriam, Liz ganhava mais força e energia, e até mesmo ficava em pé à noitinha. Depois de três semanas ingerindo pílulas e tomando aquelas bebidas de aparência exótica, ela se sentia tão bem que parou com os esteróides e os tratamentos com nebulizador.
Três meses se passaram, todos trazendo melhoras graduais, e Liz não sofreu nenhuma recaída. Ela estava mais forte do que jamais se sentira em anos, e exalava uma renovada perspectiva para a vida. Eu via o brilho em seus olhos quando ela retornava dos treinos e dos cuidados com seus cavalos. Ela não somente conseguia desempenhar as tarefas no estábulo como já não temia sofrer de reações alérgicas ao feno, ao mofo e à poeira. Em vez de cambalear até a cama pouco depois do jantar, ela ficava acordada até as 11 horas ou até a meia-noite. Era eu que ia para a cama primeiro.
O que havia ocorrido? Eu estava aturdido. Se não tivesse sido testemunha ocular desta transformação, nunca acreditaria nela. Seria possível que algumas “vitaminas esquisitas” tivessem restaurado a saúde de minha esposa quando todos os medicamentos e toda a perícia médica eram incapazes de ajudar? Não somente os pulmões de Liz se recuperaram da pneumonia como os sintomas de sua fibromialgia tinham melhorado sensivelmente. Como não existe tratamento médico para fibromialgia, o que estava acontecendo? Era um dos milagres misteriosos de Deus ou seria possível que a saúde renovada de Liz se devesse àqueles – que horror! – suplementos nutricionais?
Para uma pessoa treinada na ciência médica, fiz o que sucederia naturalmente: decidi realizar meu próprio experimento clínico. Revisei meus registros em busca de cinco de minhas pacientes mais sérias de fibromialgia e lhes pedi que comparecessem a meu consultório. (Que tal essa agora – um médico pedindo a seus pacientes que façam uma consulta?) Relatei a todas a história de Liz e sugeri que pensassem em tomar suplementos nutricionais. Disse a cada uma delas que não sabia se este “tratamento alternativo” funcionaria, mas que valeria a pena tentar.
As vítimas típicas de fibromialgia são desalentadas e, por isso, minhas cinco pacientes se mostraram muito ansiosas. Depois de um período que se estendeu de três a seis meses, todas, sem exceção, declararam ter obtido melhoras de saúde depois de tomar os suplementos vitamínicos. Nem todas experimentaram uma recuperação de saúde como a de minha esposa, mas todas estavam animadas e tinha novas esperanças.
O caso de uma destas mulheres era particularmente grave. Ela buscara soluções na Clínica Mayo e em duas outras clínicas para dores, mas, como não existe tratamento efetivo contra fibromialgia, não encontrou nenhum alívio consistente. A dor do ano precedente a debilitara a tal ponto que ela tentara suicidar-se. Após tomar essas vitaminas, ela me ligou e deixou uma mensagem em minha secretária eletrônica. Visivelmente em lágrimas lutando para falar, ela disse: “Dr. Strand, obrigada por me devolver minha vida”.
Todo médico adora ouvir palavras como essas. Mas o que exatamente estava ocorrendo com estas pacientes? Como eu sabia que meus estudos preliminares com cinco pacientes não bastavam para chegar a uma certeza científica quanto aos suplementos nutricionais, precisei cavar mais fundo.
Em um ano, examinei mais de 1300 estudos científicos médicos editados por especialistas versando sobre suplementos nutricionais e o modo como estes afetam as doenças degenerativas crônicas. Esses estudos eram ensaios clínicos do tipo duplo-cego, controlados com placebo, o tipo que os médicos adoram. A suprema maioria destes estudos aponta uma melhora significativa de saúde entre pacientes que tomavam nutrientes em níveis otimizados, os quais são significativamente mais altos que o nível dos valores diários de referência.
Se você já estiver doente, por favor, anime-se. Quase todas as histórias (dos pacientes do Dr. Strand) são de pacientes que também haviam perdido a saúde. Com muita coragem e determinação, eles continuaram a buscar respostas, e, depois de experimentar os princípios aqui apresentados, recuperaram sua saúde.
Liz é meu estudo de caso. Aliás, a saúde dela continua ótima – embora tenha se casado com um médico! Em vez de passar horas e horas por dia sofrendo dores e fraqueza na cama, ela leva a vida de seus sonhos. Possui a energia necessária para desfrutar plenamente sua condição de esposa e mãe. E sua paixão por treinar cavalos e exibir cavalos já não são anseios da imaginação, e sim uma realidade diária."


O relato acima é a experiência pessoal do Dr. Ray D. Strand, M.D., citada em seu livro: “O Que Seu médico Não Sabe Sobre Medicina Nutricional Pode Estar Matando Você”.

10 comentários:

  1. Emocionante o depoimento!

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  2. Sou Nutricionista há 12 anos, e sempre me interessei pela medicina complementar, ao ler o livro não tive dúvidas que estva no caminho certo. Acredito e indico aos meus pacientes a suplementação vitamínica e de minerais, bem como alimentos funcionais.
    Concordo com Dr. Strand, que a Medicina Nutricional é um trtamento complementar importantíssimo a melhora da saúde.
    Parabéns pelo seu desafio e pelo livro que escreveu, junto aos seus relatos.

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  3. Obrigada pelo contato!
    Realmente este livro é maravilhoso... A prevenção sempre é o melhor caminho, mas podemos nos beneficiar dos suplementos nutricionais mesmo quando as doenças já estão instaladas...

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  4. Fiquei feliz ao ler esta entrevista. Sou portadora de fibromialgia e já não suporto mais com dores insuportáveis e uma fadiga tão intensa, que considero devastadora, até então sem solução. Me sinto sem forças. São intermináveis trocas de medicamentos, todos com seus intolerantes efeitos colaterais, sempre sem êxito. Tenho buscado suplementos naturais por conta própria, já que não são indicados por médicos e os nutricionistas não entendem da doença. Se possível, gostaria de ter informações mais claras sobre estes suplementos.

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  5. GMMS
    Obrigada pelo depoimento!
    O correto seria buscar ajuda com médico que entende de suplementos nutricionais, que seria um nutrólogo ou ortomolecular. No livro “O que seu médico não sabe sobre medicina nutricional pode estar matando você”, o Dr. Ray D. Strand menciona que costuma prescrever aos seus pacientes que sofrem de Fibromialgia 200 a 300 mg de extrato de semente de uva e entre 100 e 200 mg de CoQ10.

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  6. Obrigada também.
    Já retornei a médica, que foi bastante flexível e atenciosa, concordou com o uso de suplementos, porém, solicitou avaliação de uma nutricionista funcioal. Iniciarei então com uma dieta para preparar o organismo, antes de fazer uso de suplementos.
    Desejo boa sorte a todos!!!

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  7. GMMS
    Fico feliz que as coisas estejam se encaminhando...
    Dará tudo certo!

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  8. Shalom Lidionete!!

    Tenho visitado seu blog, pois meu esposo fez uma cirurgia de extração de um Astrocitoma grau IV e hoje faz tratamento quimioterápico. me interessei pela pesquisa de Alcoolc Perílico e gostaria de saber se o seu filho já faz uso, pois estou no momento amadurecendo a ideia para levá-lo para se consultar com o Dr. Clóvis.

    E poderia me esclarecer sobre a medicina complementar? Qual a especialidade médica?

    Grata, Ilcione

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    Respostas
    1. Olá Ilcione, Shalom!
      O caso do meu filho é um Astrocitoma grau II, de característica infiltrativa, mas de crescimento lento. Já o grau IV, tbém conhecido como Glioblastoma Multiforme é de alto grau e rápido crescimento. Quanto ao Alcool Perílico, já conversei por telefone com uma das médicas responsáveis pela pesquisa e meu filho seria elegível ao tratamento, só que decidimos pela não realização, tendo em vista a doença estar sob controle a mais de 5 anos... Mas parece que o Alcool Perílico tem trazido bons resultados com pacientes de GBM, inclusive o Dr. Clóvis e equipe apresentou estudo numa reunião anual da ASCO (American Society of Clinical Oncology).
      Sobre a Medicina Complementar, são estratégias que visam complementar o tratamento convencional, diminuindo os efeitos colaterais e tbém melhorando o organismo para aumentar as chances de cura ou controle. São vários os especialistas que se qualificam nesta área, incluindo o nutrólogo, por exemplo...
      Sucesso no tratamento do seu esposo!
      abs

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