domingo, 29 de junho de 2014

Mar Morto, Israel

Conhecer Israel era um sonho de todos do nosso grupo. Acho que o ponto alto da nossa viagem foi passar por onde Jesus passou e sentir toda essa emoção, que é indescritível.

Saímos de Sharm el Sheik (Egito) no dia 20/01/14, por volta das 20:30 da noite, num comboio de vários ônibus lotados de turistas. Como já mencionei, a maioria dos turistas que visitam Sharm el Sheikh é de russos e em segundo lugar, europeus. Americanos e latinos? Não vimos nenhum e muito menos brasileiros.

A razão do comboio era para garantir a segurança dos turistas, tendo em vista que é uma região meio tensa, ainda mais com os conflitos recentes ocorrendo no Egito.

E estrada é em meio ao deserto e passamos por várias barreiras policiais.

Taba é uma cidade egípcia que faz fronteira com Eilat, em Israel e também com Aqaba, na Jordânia. Chegamos em  Taba por volta da meia noite e os ônibus formaram uma fila e os passageiros teriam que descer e passar as fronteiras à pé e somente do outro lado, já em Israel, pegar um outro ônibus que estaria nos aguardando.

Foram várias horas nesse processo. A fila da imigração israelense estava enorme e ficamos lá, todo esse tempo de pé.  Os oficiais são muito criteriosos, por isto que demora tanto tempo pra liberar quem pode ou não entrar em Israel.

Já eram quase cinco horas da manhã quando todos do nosso ônibus foram liberados e pudemos então, seguir viagem.

Logo amanheceu e pudemos ver pela primeira vez a paisagem israelense, mais precisamente o "Vale de Arava", região desértica, montanhosa e já dava para sentir que estávamos num local especial, que foi cenário de muitos relatos bíblicos. Segundo historiadores, na época do rei Salomão, essa região foi um centro de produção de cobre, havendo várias minas que produziam esse metal.

Por volta das oito da manhã chegamos ao mar morto, considerado o ponto mais profundo de todo planeta, pois localiza-se a mais de 400 metros abaixo do nível do mar!

Claro que entramos nas águas do mar morto e a primeira sensação é de uma água pegajosa e escorregadia. Essas águas são famosas pelas propriedades medicinais, por causa da quantidade incomum de minerais saudáveis.  A quantidade de sal também é enorme, cerca de 10 vezes mais que os outros oceanos. Olhos e machucados em contato com essas águas ardem muito e meu marido teve essa experiência, pois quando entrou na água lavou o rosto por instinto e a dor foi imensa, não conseguindo abrir os olhos por alguns minutos.

O historiador judeu Flávio Josefo identifica o mar morto na proximidade geográfica da antiga cidade de Sodoma, que foi destruída e a mulher de Ló se tornou numa estátua de sal...

Pudemos confirmar também que qualquer pessoa flutua no mar morto. É uma sensação única.






Na realidade, o mar morto é um grande lago. Ele á alimentado pelo rio Jordão, que banha a Jordânia e Israel. Sua largura máxima é de 18 km e nos últimos anos perdeu 1/3 da sua superfície por causa da captação das águas do rio Jordão (única fonte de água doce da região), por parte das autoridades da Jordânia e de Israel, Qualquer peixe vindo do rio Jordão morre imediatamente assim que deságua neste lago de água salgada.

Várias seitas judaicas viviam  em cavernas com vista para o mar morto. Entre eles os essênios de Qumran e foi em 1947, que descobriu-se os famosos “Manuscritos do Mar Morto”, uma achado arqueológico extraordinário que ajuda a confirmar a veracidade da Bíblia.

Em referência aos "Manuscritos do Mar Morto", um  dos que merece maior destaque é o rolo do livro de Isaías, que foi escrito centenas de anos antes do nascimento de Jesus e que trás profecias reveladores acerca do Messias. O professor Julio Trebolle Barrera, membro da equipe internacional de especialistas, declarou: " O Rolo de Isaias (de Qumran) fornece prova irrefutável de que a transmissão do texto bíblico, durante um período de mais de mil anos pelas mãos de copistas judeus, foi extremamente fiel e cautelosa" O rolo mencionado por Barrera trata-se de uma peça com 7 metros de comprimento, em aramaico, contendo o inteiro livro de Isaías.

Depois do mar morto, seguimos pelo deserto da Judeia com destino a Jerusalém. Muitas histórias vem à mente  admirando aquelas paisagens...


Foi nessa região que Davi se refugiou numa caverna, tentando escapar de Saul que o perseguia. Teve a oportunidade de matá-lo, pois Saul encontrava-se vulnerável, “aliviando seu ventre”, mas nada vez e apenas cortou um pedaço do seu manto, deixando um sinal de que estivera tão perto e não se vingou.

Após mais alguns quilômetros, chegamos em Jerusalém e falarei a respeito numa outra postagem...


Deserto da Judeia e vista do Mar Morto



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