sexta-feira, 31 de julho de 2009

Tumor Cerebral (David Servan-Schreiber)

(O post abaixo é o primeiro de outros que virão, relatando experiências de Curas ou Controles de diversas doenças...)


David Servan-Schreiber, médico neuropsiquiatra, pesquisador e diretor do Centro de Medicina integrado à Universidade de Pittsburgh foi diagnosticado com um tumor cerebral do tamanho de uma noz na região do córtex pré-frontal direito. Não se tratava de um desses tumores benignos do cérebro que se vêem por vezes, operáveis, ou que não estão entre os mais virulentos – como os meningeomas, os adenomas de hipófise. Mas era um tumor maligno, que em estágio avançado e sem tratamento geralmente mata em seis semanas...

Depois da cirurgia e da quimioterapia, pediu à oncologista que o assistia conselhos sobre a vida a levar, sobre precauções a tomar para evitar uma recaída e a resposta foi: “Não há nada de especial a fazer. Viva sua vida normalmente. Faremos ressonâncias a intervalos regulares, e se esse tumor reaparecer, nós o detectaremos muito cedo”. David Servan-Schreiber ainda insistiu, perguntando se não havia exercícios a fazer, alimentos para aconselhar ou desaconselhar, ou cuidados com a mente e a oncologista respondeu: “Neste domínio, faça o que você quiser, não vai lhe fazer mal. Mas nós não temos dados científicos que nos permitam afirmar que se pode prevenir um recaída graças a esse gênero de precauções.”

Alguns anos após, o Dr. David pensava que o seu problema com o câncer estava superado. Vivia a vida como sempre viveu. Uma tarde, conversava com uma amiga enquanto tomava chá. Esta amiga lhe disse: “David, eu preciso lhe perguntar uma coisa...O que você faz para limpar o seu “terreno”?”. O Dr. David nunca havia se interessado pelas medicinas naturais até então. Para ele, aquela noção de “terreno”, saía totalmente do âmbito da medicina científica e não lhe interessava nem um pouco. Respondeu a pergunta com muito cuidado, dizendo que estava sendo muito bem cuidado e que não havia outra coisa a fazer a não ser esperar que o tumor não voltasse e mudou de assunto.

Até então, sua dieta era desregrada. Nos horários em que estava trabalhando no hospital, para ganhar tempo, aprendera se contentar ao meio-dia com pratos que podiam ser consumidos facilmente durante uma conferência ou até mesmo dentro do elevador. Sua comida de quase todos os dias era chili (feijão apimentado) com carne bovina picada, acompanhado de um bagel (pão fermentado) e uma coca-cola. Uma combinação explosiva, por aliar farinhas brancas, açúcares e gorduras animais carregadas de ômega-6, de hormônios e toxinas do meio ambiente.

Como a maioria das pessoas que tiveram um primeiro câncer e que conseguiram se livrar, preferia fingir que tinha se tratado e que tinha feito o necessário e que agora tudo havia ficado para trás.

E aconteceu que o câncer voltou e exatamente no mesmo local! Ele ficou muito mal com esta notícia. Como se descobrisse de repente que o monstro que acreditava ter abatido não estivera morto.
Com o golpe da notícia, reviveu em um clarão todos os sofrimentos e os medos vividos da primeira vez...

O cirurgião que consultou disse que era preciso operar. O radioterapeuta, que era preciso irradiar. O oncologista, que se podia tentar a quimioterapia. Podia-se também cogitar de diferentes maneiras combinar esses tratamentos... Mas cada um deles apresentava inconvenientes sérios. O da cirurgia era retirar, além do tumor, uma margem não insignificante de tecidos sadios dentro do cérebro, a fim de deixar o menor número possível de células cancerosas, sabendo que sempre restam algumas no tipo de câncer que ele tinha. Com a radioterapia do cérebro, existia um risco – pequeno, mas não descartável – de desenvolver uma demência 10 a 15 anos mais tarde. Se o prognóstico de cura é muito fraco, é uma opção que se escolhe para ganhar alguns anos. Quanto à quimioterapia, era por definição um veneno – um veneno que mata sobretudo as células que se multiplicam rapidamente, ou seja, em primeiro lugar as células cancerosas, mas também as células do intestino, do sistema imunológico, dos cabelos. Ela carrega o risco também de provocar esterilidade. Não havia garantia de êxito, pois os tumores cerebrais têm uma penosa tendência a se tornarem rapidamente resistentes à quimioterapia.

Alguns o aconselharam sobre tratamento alternativos, mas para ele, pareciam bons demais para serem verdadeiros.

Quanto mais obtinha informações, mais se sentia perdido. Cada médico que o examinava, cada artigo científico que lia, cada site da internet que consultava fornecia argumentos sólidos e convincentes a favor dessa ou daquela abordagem.

Decidiu por nova cirurgia e um ano de quimioterapia, a fim de eliminar o maior número possível de células cancerosas. Foi então nesta época que mergulhou na literatura científica para tentar conseguir saber mais do que mostravam as estatísticas que eram postas diante de seus olhos. Compreendeu que ia ter que cuidar seriamente do seu “terreno”, ou seja, seu organismo.

Não iria negligenciar a capacidade natural de nosso corpo de se proteger contra os tumores, seja para prevenir a doença ou para acompanhar os tratamentos.

Passou então a valer-se de abordagens nutricionais e muita coisa mudou em sua vida. Precisou de meses de pesquisa para começar a compreender como poderia ajudar seu próprio corpo a se armar contra o câncer. Participou de conferências nos Estados Unidos e Europa que reuniram pesquisadores que desbravam esta medicina. Percorreu bases de dados médicos e dissecou publicações científicas.

Descobriu através de artigos científicos já publicados que o “ Câncer se nutre de açúcar”, pois o aumento da insulina estimula o crescimento e a difusão das células cancerosas em pessoas que consomem alimentos de índice glicêmico elevado. Também entendeu que o “desequilíbrio na nossa alimentação em favor dos ácidos graxos ômega-6 aumenta a inflamação, a coagulação e o crescimento das células adiposas e cancerosas”. Passou então a usar alimentos específicos que funcionam como remédios, pois contém moléculas poderosas . Dentre estes alimentos podemos citar:

· O Chá verde bloqueia a invasão dos tecidos e a angiogênese
· A soja bloqueia hormônios perigosos
· O cúrcuma é um poderoso anti-inflamatório
· Os cogumelos estimulam o sistema imunológico
· Morangos e framboesas tem ácido elágico, um polifenol , que é um desintoxicador para as células e bloqueia a transformação de diversos cancerígenos do meio ambiente em substâncias tóxicas para as células, impedindo assim de agir sobre o DNA, onde podem perigosamente induzir mutação dos genes. É uma super-molécula de ações múltiplas e sem nenhum efeito colateral.
· As cerejas contém ácido glucárico, que tem a capacidade de desintoxicar o organismo dos xenoestrógenos presentes no meio ambiente
· Mirtilos possuem antiocinidinas e proantocianidinas, que são capazes de forçar células cancerosas ao suicídio celular (apoptoase)
· O alecrim contém um terpeno chamado carnosol, que age sobre a capacidade das células cancerosas de invadir os tecidos vizinhos. Incapaz de se disseminar, o câncer perde a virulência. Pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer demonstraram que o extrato de alecrim favorece a penetração da quimioterapia no interior das células cancerosas
· A salsa e o aipo tem epigenina, que mostrou efeitos compatíveis aos do Glivec sobre a formação de vasos sanguíneos necessários aos tumores.
· A raiz do gengibre age também como poderoso anti-inflamatório, antioxidante (mais eficaz, por exemplo, do que a vitamina E) e contra certas células cancerosas. Contribui também para reduzir a formação de novos vasos sanguíneos
· As couves (de Bruxelas, chinesa, brócolis, couve-flor, etc) contém sulforafane, glucosinolatos e índole-3-carbinol (13C), que são poderosas moléculas anticâncer. Têm a capacidade de desintoxicar certos cancerígenos e impedem a evolução de células pré-cancerosas em tumores malignos. Agem também favorecendo o suicídio das células cancerosas e bloqueando a angiogênese
· Alho, cebola, alho-poró, cebolinha - os compostos sulfúricos dessa família (aliáceos), reduzem em parte os efeitos cancerígenos das nitrosaminas e compostos N-nitroso que se formam sobre as carnes excessivamente grelhadas ou durante a combustão do tabaco. Induzem a apoptose das células de vários cânceres.
· Cenoura, batata-doce, abóbora, tomate, caqui, damasco, beterraba possuem vitamina A e licopeno, que tem capacidade comprovada de inibir a progressão de células cancerosas de diversas linhagens, algumas das mais agressivas, como os gliomas de cérebro
· As algas marinhas contém moléculas que retardam o crescimento do câncer
· Laranja, tangerina, limão, grapefruit ou pomelo contém flavonóides anti-inflamatórios. Já se chegou demonstrar que os flavonóides da casca das tangerinas – a tangeritina e a nobiletina – penetram nas células do câncer de cérebro, facilitando a morte por apoptose e reduzindo seu potencial de invasão dos tecidos visinhos.
· O suco de romã tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes e capacidade de reduzir consideravelmente o crescimento de alguns tipos de cânceres
· Iogurtes e kefir são fontes de probióticos, que inibem o crescimento das células cancerosas do cólon
· Castanhas do Pará tem selênio, legumes e cereais orgânicos têm selênio, que é um oligoelemento que estimula a atividade das células imunológicas, particularmente das céulas NK (até mais de 80% de aumento de atividade segundo pesquisa). O selênio também é estimulante da atividade dos mecanismos antioxidantes do organismo.

Importante lembrar que o Dr. David também se preocupou com a parte mental e emocional. A biologia do estresse pode pesar sobre a evolução do Câncer. O estresse desencadeia a liberação de hormônios que ativam as funções de urgência do organismo , facilitando assim a progressão dos tumores. Paralelamente, o estresse reduz a atividade de todas as funções que podem esperar, como a digestão, a reparação dos tecidos e,o sistema imunológico.

O Dr. David decidiu também evitar todos os alimentos promotores de câncer e entre eles estão o açúcar, alimentos refinados, processados, industrializados, carne e derivados não orgânicos, entre outros.

Já os alimentos “anti-promotores”, bloqueiam os fatores de crescimento do câncer, ou forçam as células cancerosas ao suicídio. A alimentação age todos os dias, três vezes por dia e tem uma influência considerável sobre os mecanismos biológicos que aceleram ou diminuem a marcha da progressão do câncer. Os medicamentos agem geralmente sobre um só fator. A última geração de medicamentos anticâncer se vangloria até por propor tratamento com alvo, ou seja, que intervém sobre uma etapa molecular muito precisa, esperando assim limitar os efeitos colaterais. Os alimentos anticâncer, ao contrário, agem sobre vários mecanismos simultaneamente, mas o fazem com delicadeza, sem provocar efeito colateral.

Pesquisadores do University College of Mwedical Sciences em Nova Delhi mostraram o quanto certas combinações de alimentos podem agir em sinergia para proteger o organismo dos cancerígenos.

E ele faz para si uma pergunta: Como é possível que médicos tão excepcionais continuem a promover uma idéia falsa? (De que os alimentos pouco tem a ver com prevenção e curas de doenças)

Infelizmente, nutrição é uma disciplina pouco ensinada na faculdade de medicina. Em numerosas faculdades, os conceitos de nutrição são espalhados no meio do ensino de outras disciplinas, como a bioquímica e a epidemiologia. Ele cita que em uma ocasião foi convidado a dar um curso sobre a relação entre depressão e doenças cardíacas. Para persuadir os médicos muito ocupados a assistir à noitada, a empresa farmacêutica que organizava o evento ofereceu jantar em um dos melhores restaurantes da cidade – uma churrascaria. Uma das cardiologistas, preocupada com o colesterol, perguntou por peixe e na mesma hora foi ridicularizada pelo resto da mesa: “Tome o seu Lipitor e não venha nos amolar com a sua dieta!” Se há um problema, há um remédio!

Em outra ocasião, conversando com um colega médico em um congresso no qual apresentava dados sobre a degradação dos hábitos alimentares no Ocidente depois da segunda guerra mundial, o Dr. David insistira sobre a urgência de corrigir os hábitos alimentares. Seu colega lhe disse: ‘Talvez você tenha razão, David, mas não adianta nada lhes dizer tudo isso. Tudo o que as pessoas querem é tomar um remédio e não pensar mais no assunto.”
Já se passaram quase 10 anos que o Dr. David mudou seus hábitos e estilo de vida e seu câncer não voltou!

O livro “Anticâncer” foi então publicado relatando toda esta experiência.

“No limiar da morte, ainda é possível salvar a própria vida... Eu celebro o “aniversário” da notícia do meu câncer... Eu agradeço, porque me transformei. Porque me tornei um homem muito mais feliz a partir desse segundo nascimento.” (David Servan-Schreiber)

8 comentários:

  1. Olá Lidionete,
    já ouviu falar sobre o álcool perílico? Procure no site www.neuro.pucpr.br

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  2. Olá Renata, obrigada pelo contato. Já ouvi falar do Alcool Perílico sim, mas pelo que me parece o resultado é apenas provisório, não curando o tumor de fato. Pelo que conversei com parentes de pacientes que fizeram uso, não houve muita diferença com relação ao tempo de sobrevida. Mas valeu pelo link e vou pesquisar mais.
    Abraço!

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  3. Pelo contrário, o AP (alcool perílico) tem tido ótimos resultados. Se desejar mais informações, há pesquisas promissoras em andamento na UFF e na UFRJ. Busque no google que surgirão informações complementares.

    Contudo, de fato, seu uso está em fase estudos, mas ainda sim os resultados são promissores. Não custa dar uma olhadinha.

    Que Deus os acompanhe no pronto restabelecimento da saúde de seu filho.

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  4. Oi Lidionete, meu nome é Junice, tive dois cancer de cérebro, um no hipotálamo e outro no VG-20, me curei com o tratamento natural da BioSaúde, com o Pe. Renato Barth, que reside em Cuiabá-MT. Apliquei por vários meses argila na cabeça, 3 horas diárias, alimentação saudável, livre de carne, leite e derivados, açucar, etc. bem como o uso diário de chá de ervas, checadas pelo então Pe. Renato. O telefone dele é 65-3641-6532. Tenha fé, e continue com as abordagens tão divulgadas pelo Dr. David Servan em seu livro, que tem muito a ver com a BioSaúde. Tudo de bom. Bjs. meu email: junice@correioweb.com.br

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  5. Olá Marco, obrigada!
    As informações que tenho até então foram alguns depoimentos de alguns familiares que fizeram uso. Vou pesquisar mais a respeito!
    abs

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  6. Junice, fiquei muito empolgada com seu testemunho! O tipo de tumor que você teve era glioma? No livro Anticâncer não é mencionado o tipo de tumor que o Dr. David teve, mas eu imagino que seja um glioma também, pois é o tipo de tumor mais comum em adultos...
    Obrigada pelo contato do Pe. Renato Barth!
    Tudo de bom pra vc também e fica com Deus!
    bjo

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  7. Boa noite,
    descobri a cerca de 3 semanas que tenho um tumor da hipófise e os médicos não me estão cuidando ou me informando de todo o processo que enfrentar pela frete.
    Fiz 2 tac's pedidos pelo meu ginicologista (sela turca tawne e sela turca perfil.
    Estou um pouco balançada com a noticia.
    Só no final desse mês tenho consulta com o ginecologista, mas o Imagionologista sem obrigatoriadade alguma me deu a noticia na hora.
    Tenho andado a vasculhar na net para saber mais.
    Pois só sei que tenho um tumor benigno da hipófise e agora estou tendo uma dor terrivel a cerca de uma semana optica e nazal do lado esquerdo.

    Gostaria que o Doutor me disse-se algo...
    Uma opinião por favor.

    Obrigada,

    Vânia

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  8. Boa noite Lidionete, meu tio foi diagnosticado com glioblastoma grau 4 a seis meses, já passou por uma cirurgia e hoje soube que o tumor, que antes estava estável, voltou a crescer mais rapidamente, você poderia me indicar onde posso comprar este livro Anticâncer do Dr.David Servan-Schreiber, desde já agradeço.
    Lidionete você já ouviu falar da geleia real, um alimento produzido pelas abelhas, irei comprar para meu tio afim de melhorar a nutrição, é um alimento muito bom e interessante, não sei se vai ter alguma influência para combater o câncer mas é um alimento que merece mais atenção.

    Obrigado pelo espaço cedido a comentários e perguntas.

    Att,

    André Campos Paiva

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