quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Pompeia e Nápoles

Entre os dias 30 e 31 de janeiro de 2016 realizamos um passeio para Pompeia e Nápoles, cidades da região da Campânia, sul da Itália.
Quando eu era criança ouvi sobre Pompeia, a próspera cidade do império romano que foi destruída em decorrência da erupção do vulcão Vesúvio, há mais de 1900 anos atrás. Lembro que fiquei bastante impressionada quando soube que as pessoas tiveram suas vidas ceifadas repentinamente e ninguém sobreviveu. Pompeia foi destruída após uma grande erupção do vulcão Vesúvio  no ano 79, que provocou uma intensa chuva de cinzas e sepultou completamente a cidade. Ela se manteve oculta por 1600 anos, até ser reencontrada por acaso em 1748. Cinzas e lama protegeram as construções e objetos dos efeitos do tempo, moldando também os corpos das vítimas, o que fez com que fossem encontradas do modo exato como foram atingidas pela erupção.
Estávamos na região dos Abruzos e para chegarmos a Nápoles pegamos um trem até Roma (aproximadamente 4 horas de viagem) e de Roma um ônibus da Megabus que percorreu os 221 km de Roma a Nápoles. Em Nápoles embarcamos num trem regional que nos levou à Pompeia.
Pompeia foi uma próspera cidade do Império Romano situada a 22 km da cidade de Nápoles. A sua fundação foi por volta dos séculos VI e século VII antes de Cristo, pelos oscos, um povo da Itália central. Mas o local já havia sido utilizado anteriormente como porto seguro pelos marinheiros gregos e fenícios. Considerada patrimônio mundial  pela UNESCO, atualmente Pompeia é uma das atrações turísticas mais populares da Itália, com aproximadamente 2.500.000 visitantes por ano.
A cidade escavada oferece uma amostra da vida romana no século I, congelada no momento em que foi sepultada pela erupção do Vesúvio em 79. 









Pompeia era um lugar movimentado, e evidências demonstram diversos detalhes do cotidiano da cidade. 

Aqui é o interior de uma casa dos nobres...
Visitando as ruínas das antigas casas pudemos notar a distinção das classes sociais, pois havia as casas dos nobres, da classe média e dos pobres. Os nobres dispunham de escravos e algumas famílias chegavam ter até 12 escravos para os servirem. Uma coisa curiosa é que os nativos de Pompeia eram pessoas de baixa estatura, já os escravos, na sua maioria altos e robustos...Era um cidade pagã e muito promíscua, sendo comum a prática da pedofilia. Também estão preservados os locais onde funcionavam os prostíbulos da cidade e pudemos visitar essa parte bastante curiosa...
Aqui era um quarto do prostíbulo de Pompeia
Várias pinturas eróticas nas paredes, para o cliente escolher o "cardápio"


Dentre as construções da antiga cidade de Pompéia, se destaca o anfiteatro,  tendo sido citado por estudiosos modernos como um exemplo de design sofisticado, especificamente no quesito de controle de multidões.



Pudemos testar um pouquinho da acústica do local quando uma chinesa e seu grupo deu uma "palhinha" pra nós... Realmente é impressionante!
video


Um aqueduto abastecia as aproximadamente 25 fontes de rua, pelo menos quatro banhos públicos, um grande número de domus e casas de comércio. Esse  aqueduto era ligado aos três encanamentos principais do castelo da água, onde a água era coletada antes de ser distribuída à cidade.
Aqui uma das fontes de água da cidade de Pompéia

Este artefato servia para moer as azeitonas e preparar azeite

Local onde se pisava as uvas e fazia vinho

balcão de um comércio da antiga Pompeía

Na época da erupção, a cidade tinha aproximadamente 20,000 habitantes. Os moradores já haviam se habituado a tremores de terra de pequena intensidade, mas, em 5 de fevereiro de 62, um grave sismo provocou danos consideráveis na baía e particularmente em Pompeia. Acredita-se que o terremoto tenha atingido uma intensidade de 5 ou 6 na escala Richter, provocando caos na cidade, então em festividades. Templos, casas e pontes foram destruídos, e as cidades vizinhas de Herculano e Nuceria foram também afetadas. Não se sabe quantas pessoas deixaram Pompeia, mas um número expressivo mudou-se para outros territórios do Império Romano, enquanto as remanescentes deram início à árdua tarefa de superar os saques, fome e destruição, enquanto tentavam reconstruir a cidade.

Estudos vulcanológicos recentes indicam que no Vesúvio e nas cidades circunvizinhas, o calor foi a principal causa de morte, no que anteriormente se supunha ser devido às cinzas e sufocação. Os resultados do estudo demonstraram que a exposição ao calor de pelo menos 250 °C a uma distância de 10 quilômetros da erupção foi suficiente para causar morte instantânea dos habitantes de Pompeia e Herculano.

A população e construções de Pompeia foram cobertos por doze diferentes camadas de piroclasto, que caiu durante seis horas e totalizou 25 metros de profundidade. Plínio, o jovem forneceu um relato de primeira-mão da erupção do Vesúvio de sua posição em Miseno, do outro lado do golfo de Nápoles. A experiência provavelmente ficou gravada em sua memória devido ao trauma da ocasião e também pela perda de seu tio, Plínio, o velho, com o qual ele tinha uma relação próxima. Seu tio morreu enquanto tentava resgatar vítimas isoladas; como almirante da armada, ele havia ordenado que os navios da Marinha Imperial atracados em Miseno atravessassem o golfo para auxiliar nas tentativas de evacuação.
Depois que as grossas camadas de cinzas cobriram Pompeia e Herculano, estas cidades foram abandonadas e seus nomes e localizações eventualmente esquecidos. 
Herculano foi apropriadamente redescoberta em 1738 por operários que escavavam as fundações do palácio de verão do Rei de Nápoles, Carlos III. Após algum tempo as cidade de Pompeia e Herculano passaram a ser exploradas, revelando muitas construções e pinturas intactas.
No começo da exploração, descobriu-se que espaços vagos ocasionais nas camadas de cinzas continham restos humanos. Foi Fiorelli que percebeu que aqueles eram espaços deixados por corpos decompostos, desenvolvendo então uma técnica de injetar gesso neles para recriar perfeitamente o formato das vítimas do Vesúvio. O resultado foi uma série de formas lúgubres e extremamente fiéis dos habitantes de Pompeia incapazes de escapar, preservados em seu último instante de vida, alguns com uma expressão de terror claramente visível. 






Eu e o Vitor nas ruínas de Pompeia


Essa foto tirei na milenar cidade de Nápoles, localizada a 22 km de Pompéia, sul da Itália, onde é possível avistar o vulcão Vesúvio de vários pontos da cidade. Nápoles tem cerca de 1 milhão de habitantes, sendo considerada a terceira maior cidade da Itália, atrás somente de Roma e Milão. Nápoles localiza-se no golfo de mesmo nome, no mar Tirreno e de seu porto partem embarcações para regiões turísticas famosas, como a ilha de Capri, por exemplo.

Eu e meu filho Bruno no Castelo Nuovo, construído no ano de 1279

Castel Nuovo, impressionante e imponente

Aqui estamos no "bairro espanhol", em Nápolis... Um local no mínimo curioso, interessante e animado. As ruas estreitas e edifícios um tanto degradados, com varais de roupas estendidos entre os prédios, lambretas e pessoas circulando pelas vielas, crianças jogando futebol , pode ser considerado um exemplo da típica vida napolitana.

Aqui na lindíssima estação Toledo, do metrô de Nápoles, sendo considerada uma das 15 estações de metrô mais bonitas do mundo

Encerramos a noite com uma deliciosa pizza napolitana, imperdível pra quem visita Nápoles. 

Retornando de Nápoles no ônibus Megabus, uma excelente alternativa de transporte econômico entre cidades da Europa, Estados Unidos e Canadá. É possível encontrar trechos a partir de 1 ou 2 euros

Numa outra postagem irei compartilhar uma outra aventura nossa, que foi uma rápida viagem à Atenas, Grécia, o berço da civilização ocidental, da democracia e da filosofia. Foi incrível também!


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